Entenda a diferença entre motociclista e motoboy

Diferença entre motoboy e motociclista

As diferenças entre motociclista e motoboy podem gerar uma certa confusão no grande público e até mesmo entre os amantes de motos.

No entanto, levando em conta que são nomenclaturas muito parecidas e com significados também parecidos, a dificuldade em entender com certeza é de certa forma normal.

Caso perguntássemos a diferença a pessoas aleatórias na rua, por exemplo, é bem provável que muitas delas nem soubessem que existe uma distinção.

Por outro lado, só de parar pra pensar um pouco no uso corriqueiro das duas palavras já é possível se ter uma boa ideia das diferenças.

De qualquer forma, para sanar essa dúvida de uma vez por todas, desenvolvemos este texto com todas as explicações necessárias para esgotar a questão.

Então se você está na dúvida sobre qual a forma correta de se referir a um conhecido que pilota uma moto, leia abaixo!

Quem são os motociclistas

De certa forma, não é errado dizer que motociclistas são todos aqueles que andam de moto, independentemente de outras características.

No próprio dicionário, a definição que pode ser encontrada para a palavra é “que ou aquele que dirige motocicleta”.

Dessa maneira, podemos dizer que todo motoboy é um motociclista, mas nem todo motociclista é um motoboy.

Mas, deixando as definições mais formais de lado e considerando apenas aquilo que as pessoas tendem a querer expressar com o termo, chegamos a outras conclusões.

No geral, as pessoas usam a palavra “motociclistas” quando querem se referir a pessoas que utilizam a moto muito mais como um meio de locomoção do que como um meio de trabalho.

O termo também costuma englobar pessoas que utilizam seus veículos de duas rodas como uma ferramenta de lazer.

Esses são, normalmente, aqueles motociclistas que por vezes são vistos em grandes grupos andando em rodovias.

Quem são os motoboys

O termo motoboys, ao contrário de motociclistas, é consideravelmente menos abrangente e, consequentemente, gera menos dúvidas nas pessoas.

Os motoboys são aqueles que usam suas motocicletas para trabalhar, ou seja, pilotam muito mais por necessidade do que por opção.

São vistos como motoboys, geralmente, os entregadores de aplicativos e também de documentos ou encomendas maiores.

Pouco importa a nomenclatura, todos os usuários de moto precisam se proteger

Não importa se te chamam de motociclista ou motoboy. No final das contas todos que sobem em um veículo de duas rodas correm alguns riscos no trânsito.

E para minimizar esses riscos, nada melhor do que contar com os melhores equipamentos de segurança do mercado. E nesse quesito nós podemos ajudar.

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1 thoughts on “Entenda a diferença entre motociclista e motoboy

  1. Walner Mamede says:

    *MOTOQUEIRO OU MOTOCICLISTA? EIS A QUESTÃO*
    O termo “motoqueiro” assumiu a atual conotação pejorativa em razão de uma campanha iniciada em meados dos anos 80, por uma revista especializada, para diferenciar (de maneira um tanto classista e preconceituosa) os recém profissionais motociclistas, que hoje chamamos de motoboys, dos outros que usavam a moto como meio de transporte e lazer. Assim, “motoqueiro” foi a primeira designação para o que hoje é, simplesmente, a reconhecida categoria profissional “motoboy” ou “motofretista”, e “motoqueiro” acabou passando a ser usada como sinônimo de arruaceiro no trânsito. Mas por que isso?!
    Na verdade, a origem das duas palavras, “motociclista” e “motoqueiro”, é anterior ao uso atribuído na década de 80. As motos entraram em cena, de maneira significativa, como estilo de vida, após a Segunda Guerra Mundial, dando origem aos clubes de motociclismo que começavam como irmandades de veteranos. Entre 4 e 6 de julho de1947, Hollister, uma cidadezinha pacata com cerca de 4 mil habitantes, sediava o evento da American Motorcyclist Association (Associação Americana de Motociclismo), que reunia corrida de motos e muitas festas, e não contava com a chegada em massa de bikers (como eram chamados, indistintamente, os condutores de motos), que promoveram bebedeiras, brigas, rachas de moto e confusões de toda ordem, necessitando de intervenção policial e inúmeras prisões. O evento de Hollister Riot de 1947 foi um ponto de virada na evolução da cultura biker e ajudou a consolidar a percepção comum a seu respeito.
    Em razão do encontro, logo depois, uma propaganda da AMA (American Motorcycle Association) declarava que só 1% dos motociclistas eram marginais, fora da lei e que 99% eram cidadãos exemplares, pais de família, trabalhadores que usavam motocicletas, como modo de diversão, nos finais de semana. O estereótipo do “1%”, do fora da lei, do rebelde tatuado se popularizou e foi adotado por motoclubes pioneiros nos EUA. O ocorrido inspirou o filme que mudaria para sempre o comportamento juvenil: The Wild One (O Selvagem), estrelado por Marlon Brando em 1953, no papel de líder da gangue Black Rebel Motorcycle Club.
    Tal filme serviu de referência para milhares de jovens que estavam querendo se rebelar contra os adultos e contra o Governo, mas não sabiam como. A figura bad boy encarnada por Marlon Brando foi a resposta para esses garotos rebeldes, entre eles, James Dean e Elvis Presley. Estava definida a imagem do rebelde dos anos 50, com jaqueta de couro, jeans e botas. Nas décadas de 50-60, com a ascensão do Rock e a moda James Jean e Elvis Presley, a moto teve sua presença elevada entre a juventude. Naquela época, no Brasil, as motos eram praticamente brinquedos de luxo, ligadas a uma vida de playboy. A moda teve grande impulsionamento, em terras tupiniquins, na década de 70, com uma novela da Globo (1973), “Cavalo de Aço”, cujos protagonistas eram Tarcísio Meira e sua moto, uma Honda CB 750F, um modelo importado, ainda novidade por aqui.
    Com a ascensão da moto entre os jovens, elas a apelidaram de motoca, em contraposição a motocicleta, considerada uma denominação antiquada, usada pela geração dos pais, e por analogia a cocota (que veio do francês cocotte), maneira como eram chamadas as jovens (equivalente a “mina”, hoje). Então, motoca era a gíria do momento e, por extensão, “motoqueiros” eram os descolados condutores de motocas, envoltos no movimento da Jovem Guarda, ficando o termo “motociclista” reservado aos “coroas”, “antiquados”, “caretas”, que viam os jovens como arruaceiros. Daí a correlação atual de “motoqueiro” com “arruaceiro”, ficando “motociclista” para os “ordeiros”.
    De minha parte, prefiro a palavra “motoqueiro”, pois me parece mais condizente com as origens e sentidos do motoclubismo. Os “descolados da jovem guarda” eram considerados “arruaceiros” apenas pelos “coroas que não compreendiam seu estilo de vida”, quando, na verdade, o que faziam era se reunir pra confraternizar, ouvindo Rock (música de mau grado, na visão dos “coroas”) e bebendo, justamente o que fazemos em nossos encontros, nos motogrupos e motoclubes. Por outro lado, os “motociclistas” eram aqueles que tinham na moto apenas um meio de condução e não um estilo de vida, lembrando que, nas décadas de 50-70, não existia uma categoria profissional que tinha, na moto, um meio de vida, o que veio a se consagrar apenas na década de 80, do século XX.
    Em síntese, parece-me muito mais acertado utilizarmos a diferenciação a partir dos usos que se faz da moto e não do comportamento do usuário, pois maus e bons comportamentos podem ser vistos em qualquer um e a definição a partir desse critério cria preconceitos, enquanto a finalidade do uso é bem melhor delimitada, ainda que o usuário possa se incluir em mais de uma categoria, independentemente da cilindrada de sua moto. Nesse sentido, fica o entendimento:
    • Usuário profissional da moto: motoboy ou motofretista
    • Usuário utilitário da moto como meio de transporte: motociclista
    • Usuário da moto como estilo de vida: motoqueiro ou motoclubista

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